Pegou Uber? Saiba que o motorista é um trabalhador sem direitos

No 1º de Maio que se aproxima, o trabalhador brasileiro tem a comemorar o fato de que, na presidência do país, encontra-se uma pessoa originária das suas hostes, que carrega como compromisso o aumento real dos salários e, para tanto, se empenha. A lamentar – e combater –, tem os efeitos de uma reforma trabalhista sufocadora de direitos e a disseminação de uma certa cultura do empreendedorismo, falácia das falácias apregoadas pela elite do atraso.

O “empreendedor” sem capital e sem direitos, um trabalhador precarizado, é a categoria dos sonhos dos patrões de sempre, hoje encastelados em plataformas digitais, verdadeiras arapucas tecnológicas. Nada lhes onera; a nada estão obrigados, a não ser auferir os lucros da exploração.

Perguntem, o leitor e a leitora, ao motorista do Uber qual o valor que está sendo pago pela corrida. Ele não sabe, o patrão virtual não lhe informa. Perguntem quantas horas ele trabalha por dia........

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