A Justiça do Trabalho precisa da voz forte de Lula

Dentre os horrores que apregoa, com destaque para um sistema de segurança pública à moda Bukele, Renan Santos, candidato a presidente da República pelo Missão, inclui o fim da Justiça do Trabalho. Outros candidatos igualmente à direita também o desejam, mas não o dizem com todas as letras. E o mesmo anseiam todos os entusiastas do demagógico empreendedorismo, tão em moda e tão antigo quanto o desejo de não pagar direitos trabalhistas.

Nos palanques de campanha aos quais sobe, Lula, única força eleitoral progressista desta eleição, tem sido incisivo na defesa dos direitos do trabalhador, especialmente ao batalhar pelo fim da escala 6 por 1, como vem sendo ao longo de toda sua vida pública. Mas poderia, neste momento, protagonizar uma ação mais contundente e específica contra o desmantelamento da Justiça do Trabalho, a qual, fingem alguns não saber, materializa um compromisso civilizatório inscrito na Constituição de 1988: o de equilibrar, por meio do Direito, uma relação estruturalmente desigual — aquela que opõe capital e trabalho.

É verdade que, por meio da Advocacia-Geral da........

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