Estratégia de um derrotado

Há algo de profundamente revelador na notícia de que os estrategistas de Flávio Bolsonaro decidiram apostar novamente no “bolsonarismo raiz”. Não revelador sobre o país. Revelador sobre a sua campanha.

Porque ninguém volta para a trincheira mais estreita quando acredita que pode conquistar terreno novo. Ninguém troca a ampliação pela radicalização quando está vencendo. E ninguém abraça apenas os 30% mais fiéis quando acredita ser capaz de falar para a maioria do Brasil.

A movimentação descrita pela coluna de Daniela Lima é menos uma estratégia de vitória e mais uma operação de contenção de danos. O objetivo já não parece ser ganhar a eleição. Parece ser sobreviver politicamente ao naufrágio.

Quando uma campanha decide “voltar às raízes”, muitas vezes o que ela está dizendo é: perdemos a capacidade de crescer. O bolsonarismo raiz funciona como bunker emocional de um eleitorado fiel, mas........

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