Os argentinos ficaram ricos, no Brasil

Influencers do bolsonarismo compartilham desde o ano passado textos e vídeos de exaltação da prosperidade argentina, a partir de um fenômeno que se acentua no verão – a invasão de hermanos nas praias brasileiras.

Os textos de vivas a Javier Milei foram disseminados, entre outros, pelo véio da Havan, que viu seus negócios prosperarem com a presença dos argentinos. Eles compram tudo e bastante.

Ativistas exaltam os pretensos milagres econômicos produzidos por Milei, que só eles enxergam. O fascismo ultraliberal teria uma vitrine de fartura aqui ao lado. Mas não há milagre algum. 

Os argentinos de classe média ficam ricos só quando estão no Brasil. Alguns conseguem ‘enriquecer’ em outros países, pela combinação de cotação das moedas, dos preços internos e externos de todas as coisas consumíveis e duráveis e, principalmente, por um fator histórico e particular dos argentinos.

A classe média que recebe salários em pesos transforma quase tudo em dólares. A poupança argentina é dolarizada desde a década em que um peso valeu um dólar. Mesmo depois da implosão da dolarização forçada, em 2001. Argentino só confia em dólar.

E no Brasil os dólares, que estão ‘baratos’ na Argentina em relação ao peso, valem mais. Hotéis, refeições, custos totais de um veraneio, tudo aqui ficou mais barato para eles.

Tão mais barato, no Brasil e no turismo internacional, que saem hoje da Argentina duas vezes mais argentinos do que entram........

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