Trilionários enquadram Trump a se entender com a China |
Por Miguel Manso - CEOs das trilionárias corporações americanas tomaram de Trump o banco do motorista nas relações e negociações com a China. Amargaram duras perdas de mercado e posição estratégica, no comércio e indústria, na tecnologia e finanças globais. Depois da última cartada derrotada de asfixiar a China com o controle do petróleo do Irã, resolveram em bloco obrigar, como se diz no mundo do pugilismo, o seu batido e nocauteado boxeador - a "jogar a toalha”, ou levantar uma bandeira branca nas relações com a fortalecida China.
A recente visita de Estado do presidente Donald Trump à China, entre 13 e 15 de maio de 2026, marcou um momento simbólico nas relações entre as duas maiores economias do mundo.
Longe de apresentar-se como uma imposição americana, o evento evidenciou o peso decisivo das grandes corporações dos EUA no redirecionamento da política externa de Washington. Não foi Trump quem levou os CEOs à mesa de negociações com Xi Jinping: foram eles que, pressionados por perdas acumuladas, guiaram o presidente rumo a um “pragmatismo renovado”.
Visivelmente enfraquecido e calado, por vezes constrangido, sem a costumeira verborragia e arrogância imperial a delegação das corporações, que representam dois terços do PIB americano, levaram Trump à mesa de negociação com Xi Jiping, fortalecido
pelo desempenho e expansão da economia chinesa em seu próprio mercado e nas suas relações globais.
Após Washington aplicar taxas iniciais e proibir venda de semicondutores e produtos de tecnologia, Pequim revidou com impostos de 34% sobre produtos americanos e aproveitou para acelerar sua soberania em produtos tecnológicos e novos parceiros comerciais. Trump reagiu imediatamente elevando ainda mais o tom:
● “A China jogou errado, eles entraram em pânico – a única coisa que eles não podem se dar ao luxo de fazer!” (Truth Social, abril de 2025) ● “Se a China não retirar seu aumento de 34% acima de seus abusos comerciais de longo prazo até amanhã... os Estados Unidos imporão Tarifas ADICIONAIS à China de 50%.” (Declaração que levou as taxas totais contra o país ao patamar de 104%) ● “Para os muitos investidores vindo para os Estados Unidos... minhas políticas nunca mudarão. Este é um ótimo momento para ficar rico, mais rico do que nunca antes!!!” (Minimizando a queda das bolsas globais com o conflito)
● “Todas as conversas com a China sobre as reuniões solicitadas por eles conosco serão encerradas!”
Disputa sobre o controle de Terras Raras (Outubro de 2025). Diante das ameaças chinesas de restringir minerais estratégicos, Trump anunciou novos bloqueios tarifários: ● “Uma das políticas que estamos calculando neste momento é um aumento massivo nas tarifas sobre produtos chineses que entram nos Estados Unidos...” ● “Isso é absolutamente inédito no comércio internacional e uma vergonha moral ao lidar com outras nações.” (Sobre a postura chinesa) ● “Se eles seguirem por esse caminho, os EUA também possuem posições de monopólio, muito mais fortes e de maior alcance do que as da China.”
Acostumado a tomar pela força vantagens e enriquecimento, Trump, diante das pressões de seus próprios “monopólios", rasgou elogios à China e ao seu líder: Sobre acordos comerciais: "Acordos comerciais fantásticos foram fechados". Contudo, a cúpula foi caracterizada por poucos avanços detalhados e uma ausência de grandes anúncios formais
Sobre a relação com Xi Jinping: Trump descreveu a reunião como “extremamente positiva e construtiva”.
Sobre a recepção: Agradeceu a Xi pela "grande honra" do que descreveu como uma "recepção magnífica".
Sobre a relação bilateral: Chamou a relação entre EUA e China de “uma das relações mais importantes da história mundial”.
Sobre afinidade cultural e econômica: “Assim como muitos chineses hoje amam basquete e calças jeans, os restaurantes chineses nos Estados Unidos hoje superam em número as cinco maiores redes de fast-food do país juntas”.
Sobre a união dos países: “O mundo é especial com nós dois unidos e juntos”. Sobre o Irã: Afirmou que a China se comprometeu a não enviar armas e equipamentos militares ao Irã, e que os Estados Unidos têm a situação do Irã "sob........