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Tarcísio terá com a Sabesp o pulso firme que Lula teve com a Enel?

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12.01.2026

No apagar das luzes de 2025, o Governo Lula tomou uma decisão firme e necessária: iniciar o processo de extinção do contrato de concessão com a Enel. A medida veio após mais uma crise grave protagonizada pela companhia, quando um forte vendaval atingiu a cidade de São Paulo, derrubou árvores sobre a fiação aérea e deixou milhares de pessoas sem energia elétrica por dias seguidos. Mais uma vez, famílias ficaram no escuro, com alimentos estragando em geladeiras que não funcionavam. O comércio parou e serviços essenciais foram comprometidos.

A decisão do governo federal mostrou pulso firme e reafirmou um princípio básico que vem sendo sistematicamente atacado no Brasil: o interesse público deve estar acima do lucro privado. A extinção de um contrato de concessão não é um gesto trivial. Trata-se de uma medida extrema, prevista em lei, adotada apenas quando a concessionária descumpre reiteradamente suas obrigações e demonstra incapacidade de prestar um serviço adequado à população.

No caso da Enel, os fatos falam por si. Falhas recorrentes, respostas lentas, ausência de investimentos estruturais e uma incapacidade crônica de lidar com eventos previsíveis, como chuvas intensas durante o Verão, compõem um histórico difícil de contestar.

Mas a crise não expôs apenas a fragilidade do sistema elétrico. Na mesma semana em que milhares de paulistanos........

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