La Planète, c’est moi
O que Trump anda fazendo coloca-o no mais alto da chamada escala F (F de fascista), desenvolvida por Theodor Adorno e outros, na famosa obra The Autoritharian Personality (A Personalidade Autoritária), de 1950, livro seminal que até hoje influencia reflexões sobre psicologia social e política e a sobre as bases psicossociais do fascismo, em sentido lato.
Tal fascismo, nesse sentido amplo, no sentido usado por Adorno, foi e é, aliás, a grande marca negativa que Bolsonaro imprimiu na sociedade e na política brasileira. Uma marca que não pode ser naturalizada, em um ambiente democrático saudável. Uma marca que precisa ser combatida por todos aqueles que tenham real compromisso com as instituições democráticas e com a soberania do Brasil. Uma marca de crime e maldade, a ser enquadrada pela justiça.
A mesma coisa pode ser dita em relação a Trump e ao “trumpismo”. Trump exibe também claros sinais de sociopatia e representa óbvia e grave ameaça à democracia estadunidense (mesmo com todas as suas insuficiências) e às democracias do mundo.
No plano interno, Trump está corroendo celeremente as bases constitucionais e legais do que sobrou da democracia estadunidense. Creio que nem se pode utilizar mais o eufemismo “autocracia”, como o fazem Steven Levitsky e Lucan A. Way.
Com Trump, os EUA tendem a se tornar, se não houver pronta e ampla reação interna, uma franca ditadura. Jeffrey Sachs, entre vários outros analistas respeitáveis, já advertiu sobre isso.
As ações criminosas do ICE, as intervenções autoritárias em Estados governados e cidades governados por Democratas, as agressões à imprensa e às universidades, as tentativas de redesenho dos distritos eleitorais dos EUA e o claro desejo de buscar um terceiro mandato inconstitucional para Trump revelam um quadro extremamente preocupante.
No plano........
