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Crise hídrica não afeta lucro da Sabesp privatizada; prejuízo fica com os municípios

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São Paulo avança a passos largos para uma crise hídrica. Os reservatórios estão nos níveis mais baixos dos últimos 10 anos. O Sistema Cantareira, que abastece 9 milhões de pessoas em São Paulo, chegou a 19,42%. Se o volume se mantiver abaixo de 20% na próxima medição mensal, avançamos para o nível crítico, com redução de pressão por duas horas adicionais, passando para 12 horas por dia, e priorização do abastecimento a serviços essenciais. 

Diante deste cenário, chama a atenção a inércia da Sabesp. Fica a sensação de que a companhia está vendo o abismo se aproximar sem esboçar reação. Não vemos um plano com potencial para remediar o problema, um programa de estímulo à economia de água ou uma campanha massiva para sensibilizar a população sobre a necessidade do consumo consciente do pouco que ainda nos resta. Até parece que o problema não é da Sabesp. 

E, por mais absurdo que possa parecer essa afirmação, ela tem fundamento. Não sob o aspecto moral, mas legal. A companhia não terá qualquer ônus financeiro diante da crise hídrica. É o que está definido no contrato assinado entre a Sabesp e a URAE-1, que reuniu os 371 municípios atendidos pela Sabesp no Estado de São Paulo, após a privatização da companhia pelo governo Tarcísio de Freitas. 

O texto........

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