O verão que assusta a Europa é um aviso para o planeta

Da Itália chegam as últimas notícias: As águas do Mediterrâneo chegam a 33 graus centígrados, e nunca foram tão quentes. Na Lombardia, o refúgio alpino “Marco e Rosa”, o mais alto da região, situado a 3609 metros de altitude no maciço do Bernina e onde se podia esquiar em pleno verão, foi obrigado a fechar as portas: o calor chegou a 10 graus e as pistas de esqui foram destruídas pelo surgimento de rachaduras, deslizamentos e desabamentos na superfície de gelo e neve. Todas as 27 maiores cidades italianas monitoradas pelo Ministério da Saúde estão em alerta vermelho, algo incomum e que indica risco elevado para toda a população, não apenas idosos e pessoas com doenças. Em alguns pontos de Roma e de outras cidades o asfalto das ruas amoleceu: a temperatura na sua superfície chegou a 65 graus, suficientes para se fritar um ovo!

A Itália atravessa um dos episódios de calor mais intensos deste verão europeu, e a situação é considerada muito séria pelas autoridades. Em diversas regiões do país, especialmente no centro e no sul, as temperaturas superando 40 graus, impulsionadas por uma massa de ar muito quente proveniente do norte da África. O risco é real, a ponto de as autoridades recomendarem à população para evitar atividades ao ar livre – inclusive caminhadas – entre 11h e 18h, manter hidratação constante e procurar ambientes climatizados.

A onda de calor que sufoca a Itália e o continente europeu não é apenas uma notícia meteorológica. É um prenúncio do mundo que estamos construindo.

Durante séculos, a Europa foi sinônimo de verões amenos, tardes agradáveis e cidades onde o calor raramente ultrapassava os limites do suportável. Hoje, essa imagem está desmoronando diante de um cenário que parecia reservado aos desertos: termômetros acima de 40 graus, hospitais em estado de alerta,........

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