“O mundo de volta à barbárie”: a fala profética do general Sanders

“Estamos retornando à barbárie”. Quem lançou o alerta no ano de 2023 não foi um agitador de redes sociais, nem um ideólogo de ocasião, tampouco um colunista apocalíptico. Foi Sir Patrick Sanders, então chefe do Estado-Maior do Exército britânico. Um homem do centro duro do poder militar ocidental. Um profissional da guerra que não fala por impulso. E o que ele disse foi simples, direto e perturbador: o mundo caminha para a barbárie.

Quando um general desse nível escolhe essa palavra - barbárie - não se trata de figura de linguagem banal. Trata-se de diagnóstico. Barbárie, aqui, não é ausência de tecnologia, mas ausência de limites. É a substituição progressiva do direito pela força, da diplomacia pela intimidação, da política pela destruição.

Durante décadas, fomos educados a acreditar que a civilização avançava de modo quase automático. Que os horrores do século 20 haviam ensinado lições definitivas. Que guerras entre Estados eram resquícios de um passado superado. Essa narrativa confortável ruiu. E ruiu em cadeia.

A guerra voltou a ser instrumento legítimo da política internacional - vide Ucrânia, Faixa de Gaza, e agora os delírios neoimperialistas de Donald Trump na sua sanha de se apoderar da Venezuela, Groenlândia, Panamá, Canadá e sabe-se........

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