Janeleiros
A frase é tão estimulante que já repeti muitas vezes, sempre informando o autor, é claro. Anunciou, mais ou menos assim, o cronista e jornalista Humberto Werneck: “Quem inventou o futebol foram os ingleses, mas o país do futebol é o Brasil; quem inventou a crônica foram os franceses, mas o país da crônica é o Brasil”.
Gol de letra marcou o Humberto. Foram mesmo duas gerações de ouro. Ali pela metade do século passado, o mundo reverenciava o futebol arte e as irresistíveis histórias dos nossos e das nossas cronistas.
Citar os nomes dos boleiros ou escribas é até injusto, porque podiam se formar seleções às dúzias.
Um dos titulares era Paulo Mendes Campos. O mineiro, morto em 1991, passou dia desses aqui por casa. Passou e ficou. Veio de presente. Embrulhado em papel cintilante, com laço de fita e dedicatória. O livro de crônicas se chama “Minhas Janelas”.
Foram muitas as janelas do Paulo. Nosso cronista, conhecido pela elegância dos textos, tratava a janela como parceira de trabalho. Abria e já pressentia assunto. Paulo conta no livro........
