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Brasil de prato cheio

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21.08.2026

“Quem tem fome tem pressa”. Poucas frases conseguem traduzir de maneira tão simples o tamanho de uma responsabilidade de governo. Porque a fome não espera a economia melhorar. Não espera o próximo orçamento. Não espera a burocracia. Não espera o mês seguinte.

Quem não sabe se terá o que comer amanhã precisa de respostas imediatas.

Luiz Inácio Lula da Silva conhece essa realidade não pelos livros ou pelas estatísticas. A fome fez parte de sua própria história. E talvez por isso tenha transformado seu enfrentamento em uma das marcas de seus governos.

Quando retornou à Presidência da República, em janeiro de 2023, encontrou um Brasil que havia voltado a conviver com uma realidade que imaginávamos ter deixado para trás.

Em 2022, cerca de 33 milhões de brasileiros estavam em situação de fome.

Para um país que produz comida suficiente para alimentar centenas de milhões de pessoas, não existe contradição mais cruel.

O problema nunca foi a falta de capacidade do Brasil de produzir alimentos. O problema é a vontade política para garantir que eles cheguem a todas as mesas. E foi exatamente aí que Lula começou a agir.

Uma das primeiras decisões foi reconstruir aquilo que havia sido desmontado.

O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, o Consea, voltou a funcionar. Políticas de segurança alimentar foram retomadas. E, ainda em 2023, Lula lançou o Plano Brasil Sem Fome, reunindo 80 ações de 24 ministérios e cerca de 100 metas.

Não era apenas um novo programa social. Era uma estratégia para fazer diferentes áreas do governo trabalharem com um mesmo objetivo: colocar comida na mesa do povo brasileiro.

O plano reuniu políticas de aumento da renda, redução da pobreza, produção de alimentos, agricultura familiar, alimentação saudável, assistência social e mobilização contra a fome.

Porque a fome tem muitas causas. E, portanto, também precisa ser combatida por muitos caminhos.

O primeiro deles é o mais evidente: dinheiro no bolso de quem precisa. O Bolsa Família foi retomado em novo formato, com valor mínimo de R$ 600 por família e adicionais voltados especialmente às famílias com crianças, adolescentes, gestantes e nutrizes. Ao mesmo tempo, Lula retomou a política de valorização permanente do salário mínimo, fazendo com que o piso nacional voltasse a ter aumento acima da inflação.

Isso importa diretamente quando falamos de fome.

Salário mínimo não é........

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