O fantasma do moralismo
Desde dezembro de 2025 o Brasil encontra-se enredado no debate sobre o escândalo do Banco Master. Discute-se vazamentos, teorias e acusações, reais e imaginárias, sem, contudo, apontar-se a verdadeira causa, como salientou o ministro Flávio Dino, na sessão de 15 de setembro de 2026, no plenário do STF.
Fala-se muito em nome do combate à corrupção, mas ela só aumenta, porque, na verdade, nada se faz para enfrentar o corruptor, que é a própria classe dominante do país. Lembrando que, para que haja o corrupto, antes é preciso haver o corruptor.
Ë justamente por isso que não basta pedir desculpas ao povo brasileiro, como fez em tom moralista a ministra Cármen Lúcia, na mesma sessão plenária do tribunal, pois é preciso apontar primeiro a causa, e não se utilizar da retórica vazia para continuar perpetrando ataques à democracia, como faziam no passado os udenistas e, no presente, persistem em fazê-lo os lavajatistas e os bolsonaristas.
O fantasma do moralismo continua a rondar o Brasil e, infelizmente, no momento atual, apagou o debate eleitoral. Estamos a poucos dias das eleições e os eleitores não sabem quase nada sobre o que os candidatos fizeram ou pretendem fazer, sua experiência e projeto de governo. Esta estratégia favorece as candidaturas vazias, que se utilizam de discursos que não passam do antigo, ultrapassado e mofado moralismo de fachada, no qual os fascistas bolsonaristas se especializaram.
O velho jornal O Globo, seguido........
