Nunes Marques, Cláudio Castro e o plano bolsonarista de ter maioria no Senado |
Com o pedido de vistas do ministro Kassio Nunes Marques, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, ganhou fôlego no movimento que faz para adiar ao máximo a conclusão do julgamento que pode levar à sua cassação. Na hipótese de ser condenado, ele perderia o cargo e ficaria inelegível por oito anos, o que inviabilizaria seu plano de se eleger senador pelo PL. O que pouca gente sabe é que o assessor-chefe do ministro é o defensor público do Rio de Janeiro William Akerman Gomes, que foi liberado pelo governo fluminense para trabalhar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ou seja, há uma ligação institucional entre o julgador e o réu.
As ações que tramitam no TSE questionam a lisura da eleição de 2022 que garantiu a reeleição de Castro. Segundo o Ministério Público Eleitoral e decisões analisadas no processo, o governo estadual teria utilizado estruturas e recursos públicos para fortalecer a campanha do governador.
O foco central da investigação está em programas e contratações realizadas por órgãos estaduais, a Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
Auditorias apontaram que descentralizações orçamentárias que somam........