As perguntas que ainda não foram respondidas sobre o financiamento do filme de Bolsonaro |
A operação deflagrada nesta segunda-feira pela Polícia Civil de São Paulo adicionou um novo elemento à crescente rede de investigações que hoje orbitam o filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. A ação policial teve como alvo o Instituto Conhecer Brasil (ICB), organização comandada pela empresária Karina Ferreira da Gama, ex-assessora no governo Bolsonaro e também proprietária da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo longa.
Segundo a investigação, a polícia apura suspeitas de fraude, superfaturamento e desvio de recursos públicos em um contrato firmado entre o ICB e a Prefeitura de São Paulo para implantação de pontos de internet gratuita na periferia da capital.
A investigação teve origem em um caso de femicídio, quando um subcontratado do ICB, dono da empresa Favela Conectada, Alex Leandro Bispo dos Santos, foi acusado de matar a esposa, a influenciadora Maria Katiane Gomes da Silva.
Na quebra de sigilo de Alex, foram descobertos repasses milionários do Instituto dirigido pela jornalista Karina para a Favela Conectada, que não teria cumprido as cláusulas contratuais. No contrato, aliás, a influenciadora Maria Katiane aparece como testemunha.
O contrato, originalmente estimado em R$ 108 milhões, teria alcançado R$ 157,1 milhões após aditivos. Os investigadores afirmam que pelo menos R$ 26 milhões teriam sido pagos sem a efetiva prestação dos serviços........