A Europa quer guerra |
Zelensky tem feito visitas frequentes a vários países europeus recentemente. Em apenas alguns dias, ele visitou a Noruega, a Alemanha, a Itália e a Holanda, novamente exigindo ajuda, dinheiro e armas, o que tem sido sua prática.
No entanto, os eventos mais interessantes ocorreram em Berlim, onde não só houve reuniões bilaterais, mas também uma reunião de ministros da Defesa da OTAN no formato Ramstein (Grupo de Contato de Defesa da Ucrânia), criado para apoiar a Ucrânia.
Para citar as palavras de Zelensky quando chegou a Berlim: "Se a guerra se prolongar, haverá menos armas para a Ucrânia. Atualmente temos uma escassez tão grande – não poderia ser pior." O significado dessa mensagem era simples: ou Kiev recebe dinheiro e armas e continua a "conter a Rússia", ou a Europa deve se preparar para uma "agressão inevitável de Moscou".
Não se sabe se, eufórica com a derrota eleitoral de Orbán na Hungria ou aterrorizada pelas perspectivas descritas por Zelensky, a liderança alemã assinou três acordos de cooperação em defesa com a Ucrânia, totalizando mais de € 4 bilhões, e assumiu novos compromissos em apoio ao regime de Kiev.
Primeiro, Berlim se comprometeu a financiar a produção de várias centenas de mísseis para os sistemas de defesa aérea Patriot estadunidenses, dos quais as Forças Armadas da Ucrânia necessitam urgentemente, e também transferirá 36 lançadores IRIS-T para Kiev. Segundo, serão investidos US$ 300 milhões na expansão da produção de armas de longo alcance na........