O ataque ilegal dos EUA e de Israel ao Irã também é um ataque às Nações Unidas

Por Jeffrey Sachs & Sybil Fares

Em 16 de fevereiro de 2026, um de nós (Jeffrey Sachs) enviou uma carta ao Conselho de Segurança da ONU alertando que os Estados Unidos estavam prestes a rasgar a Carta das Nações Unidas. O alerta agora se concretizou. Estados Unidos e Israel lançaram uma guerra não provocada contra o Irã, em flagrante violação do Artigo 2(4) da Carta, sem autorização do Conselho de Segurança e sem qualquer reivindicação legítima de autodefesa nos termos do Artigo 51. Estão tentando destruir a Carta da ONU e o direito internacional, mas não terão sucesso.

No Conselho de Segurança, em 28 de fevereiro de 2026, os EUA e seus aliados direcionaram suas condenações não contra a agressão americana e israelense, mas contra o Irã. Um aliado dos EUA após o outro condenou os ataques retaliatórios iranianos, deixando de condenar o ataque ilegal e não provocado dos EUA e de Israel contra o Irã. A postura desses países foi vergonhosa e inverteu completamente a realidade.

Os ataques conjuntos foram descritos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como necessários porque o Irã “rejeitou todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares, e não podemos mais tolerar isso”. Isso, afirmam os autores, é uma mentira. Segundo a carta de 16 de fevereiro, o Irã concordou há uma década com o acordo nuclear conhecido como Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA), adotado pelo Conselho de Segurança na Resolução 2231. Foi Trump quem abandonou o acordo em 2018. Em junho de 2025, Israel bombardeou o Irã em meio a negociações entre Washington e Teerã. Desta vez, segundo o texto, os planos de guerra já estavam definidos semanas antes, quando o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu se reuniu com........

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