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O “povo escolhido” no capitalismo e no socialismo

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28.06.2026

Em base de uma análise evolutiva da história, faz muito sentido considerar que as características do sistema capitalista tenham representado um significativo avanço positivo no desenvolvimento da capacidade produtiva da humanidade.

É inegável que, em comparação com o que predominava com anterioridade, o vigoroso aumento na capacidade de produzir bens e riquezas proporcionou condições de vida mais favoráveis para o conjunto das pessoas inseridas nas sociedades em que as relações de tipo capitalista iam prevalecendo.

Temos plena consciência do enorme desequilíbrio na apropriação do crescente volume de riquezas que passaram a ser geradas. É evidente que a distribuição dos ganhos continuava longe de ser feita com base em parâmetros equitativos de justiça social, visto que os proprietários dos meios de produção abocanhavam para si um percentual imensamente mais elevado do que o que sobrava para o restante da sociedade.

Mas, apesar disto, não há dúvidas que representou um avanço em comparação com o passado.

Contudo, se, num primeiro momento, aquelas novas características haviam sido capazes de elevar acentuadamente o nível de produção de bens, as contrapartidas negativas não tardaram muito em dar as caras.

Como estamos constatando, agora elas se tornaram uma enorme e aterradora ameaça que está colocando em risco a própria sobrevivência da humanidade........

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