Retrospectiva de 2025: guerras, violência e conspirações |
Por guerras, refiro-me aos focos de tensão em cerca de 16 lugares ao redor do mundo, de leste a oeste e de norte a sul. Por intimidação, refiro-me ao ocupante da Casa Branca, que substituiu o direito internacional por suas próprias leis, decisões e caprichos. Por conspirações, refiro-me ao que está sendo tramado contra a Palestina, em primeiro lugar, e contra os árabes em geral, bem como contra o Irã e a Turquia. Refiro-me também ao envolvimento de alguns estados árabes que normalizaram relações com Israel, aberta ou secretamente, nessas conspirações, sendo as mais recentes os acontecimentos nas províncias iemenitas de Hadramawt e Al-Mahra, o reconhecimento da República da Somalilândia como prelúdio para o deslocamento da população de Gaza e os ataques das Forças Democráticas Sírias (FDS) a bairros de Aleppo. Essas três características são os aspectos mais marcantes do ano passado, dos quais não me arrependo.
Ao final de um ano cujos fios se desfazem e no início de um novo, cujo amanhecer respira a luz da esperança de que será melhor que os anteriores, gostaria de revisitar os eventos mais importantes do ano sob a perspectiva das Nações Unidas, que é como uma grande esfera girando em seu eixo. Se você estiver em seu topo, poderá ver o mundo em todas as suas manchas pretas, verdes e cinzentas. Você vê regiões devastadas pela fome, milhões fugindo de seus países em busca de refúgio, o deserto avançando sobre as terras verdes e transformando-as novamente em deserto, furacões, avalanches e lava vulcânica irrompendo em diversas direções, crianças presas em zonas de conflito clamando por ajuda, sem ninguém para alimentá-las ou protegê-las do medo, pessoas sendo perseguidas por ditadores por falarem livremente, jornalistas — liderados por Anas al-Sharif — tentando se proteger sob fogo intenso, e um grupo de autoridades internacionais curvando-se a indivíduos violentos em busca de concessões, culpando a vítima por sua própria morte. O ano de 2025 foi um dos piores para a organização internacional, em que princípios se chocaram com interesses, o direito internacional com a lei do mais forte e a voz da vítima com a versão do agressor, resultando nesses desfechos.
Guerras - Ao final do ano, incêndios devastavam o Sudão e a Palestina em toda a sua........