A mídia dos EUA reconhece quem lidera a América do Sul

Mesmo próximo historicamente do bolsonarismo, presidente Trump é obrigado a tratar Lula como interlocutor indispensável do continente. Mídia internacional expõe isolamento político da extrema direita brasileira 

A imagem talvez diga mais do que os comunicados diplomáticos. Donald Trump — líder máximo da nova extrema direita global e aliado histórico do bolsonarismo — recebendo Luiz Inácio Lula da Silva na Casa Branca em meio a tensões comerciais, disputas geopolíticas e à crise institucional brasileira. Não se trata apenas de uma reunião bilateral. Trata-se de um reconhecimento político. 

E foi exatamente isso que parte importante da imprensa americana começou a registrar nas últimas horas: Trump pode até manter proximidade ideológica com o bolsonarismo, mas precisou receber Lula porque Lula continua sendo o interlocutor legítimo, estável e indispensável da América do Sul. 

A constatação aparece de forma indireta — mas muito clara — na cobertura de veículos como Reuters, Associated Press, Washington Post e outros jornais americanos que acompanham a reunião em Washington. O dado político central é devastador para a extrema direita brasileira. 

Enquanto Lula é tratado internacionalmente como chefe de Estado experiente, negociador global e liderança continental, o bolsonarismo aparece associado ao radicalismo, à tentativa de golpe de Estado, à crise institucional e às condenações judiciais derivadas dos acontecimentos de 8 de janeiro de 2023. A comparação não é trivial. Ela revela como o mundo passou a enxergar os dois campos políticos brasileiros. 

O peso internacional de Lula 

A Reuters destacou que Lula chegou a Washington como líder de uma potência regional indispensável para negociações comerciais, minerais estratégicos e estabilidade hemisférica. 

Já a Associated Press observou que as relações entre Brasil e Estados Unidos precisaram ser reconstruídas mesmo depois das tensões provocadas pela proximidade histórica entre Trump e Jair Bolsonaro. 

O Washington Post foi além. Tratou Lula como peça central das........

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