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Toffoli, uma toga de alto risco: entenda o escândalo do caso Master e as conexões que cercam o ministro

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli encontra-se no centro de uma crescente controvérsia, pressionado por diferentes frentes, ao utilizar prerrogativas do cargo na Suprema Corte para romper paradigmas e relativizar regras consolidadas da instituição em decisões que beneficiam familiares ligados ao caso do Banco Master. A condução desses episódios tem provocado perplexidade no meio jurídico, político e na imprensa em geral, não apenas pelo teor das medidas adotadas, mas sobretudo pelo impacto institucional que produzem.

As decisões atribuídas a Toffoli tensionam os limites das atribuições do cargo e levantam questionamentos sobre o uso dessas prerrogativas em benefício de interesses privados. O que causa ainda maior estranheza é o silêncio de seus pares que, ao evitarem um posicionamento público, acabam por absorver coletivamente o desgaste imposto à instituição. O episódio se desenrola em um momento particularmente sensível para o Supremo Tribunal Federal, que, após ter sido protagonista na defesa da ordem democrática diante da tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023, vê agora sua credibilidade colocada em xeque por decisões internas que alimentam um processo contínuo de desgaste e deslegitimação.

A crise ganhou novo capítulo com a deflagração, na última semana, da segunda fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF) para apurar fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master. A investigação teve origem em alertas do Banco Central, que identificou irregularidades na venda de títulos sem respaldo financeiro junto ao Banco Regional de Brasília (BRB), operação estimada em mais de R$ 12 bilhões. Em novembro do ano passado, diante da gravidade das inconsistências, o BC decretou a liquidação extrajudicial da instituição financeira.

Embora a apuração tenha começado na primeira instância da Justiça Federal em Brasília, o caso foi levado ao STF........

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