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Soberania não se mercantiliza

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29.05.2026

As recentes movimentações da família Bolsonaro junto ao governo dos Estados Unidos levantam um debate grave sobre soberania nacional e interferência externa. Não cabe a parlamentares brasileiros atuarem como representantes políticos de interesses estrangeiros contra o próprio país, muito menos pressionarem instituições internacionais para enquadrar organizações brasileiras segundo critérios políticos e ideológicos.

A tentativa da família Bolsonaro, especialmente de Flávio Rachadinha, de transformar facções criminosas brasileiras em tema de disputa geopolítica internacional ignora que a definição jurídica sobre terrorismo compete ao Estado brasileiro, dentro de sua legislação e de seus órgãos competentes. Trata-se de uma questão técnica e legal, não de palanque político.

É preciso deixar claro: organizações criminosas brasileiras praticam crimes graves e violentos, mas não atuam com o objetivo de derrubar o Estado........

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