Soberania não se mercantiliza
As recentes movimentações da família Bolsonaro junto ao governo dos Estados Unidos levantam um debate grave sobre soberania nacional e interferência externa. Não cabe a parlamentares brasileiros atuarem como representantes políticos de interesses estrangeiros contra o próprio país, muito menos pressionarem instituições internacionais para enquadrar organizações brasileiras segundo critérios políticos e ideológicos.
A tentativa da família Bolsonaro, especialmente de Flávio Rachadinha, de transformar facções criminosas brasileiras em tema de disputa geopolítica internacional ignora que a definição jurídica sobre terrorismo compete ao Estado brasileiro, dentro de sua legislação e de seus órgãos competentes. Trata-se de uma questão técnica e legal, não de palanque político.
É preciso deixar claro: organizações criminosas brasileiras praticam crimes graves e violentos, mas não atuam com o objetivo de derrubar o Estado........
