PSD, Kassab e o redesenho do tabuleiro eleitoral
O anúncio da saída de Gilberto Kassab do governo de Tarcísio de Freitas, onde ocupava a Secretaria de Relações Institucionais, longe de ser um movimento trivial, altera significativamente o tabuleiro das eleições de 2026.
E não é por acaso. Como presidente do PSD, Kassab comanda hoje a legenda com o maior número de prefeituras do país: são 885 municípios. Só em São Paulo, o partido administra 208 cidades, o dobro do PL de Jair e Flávio Bolsonaro. Além disso, o PSD reúne seis governadores e ocupa três ministérios no governo Lula, o que o posiciona como uma força decisiva no xadrez político nacional.
Preterido na disputa para ser ou indicar o vice de Tarcísio, Kassab tende agora a se reposicionar como articulador de uma alternativa entre Lula e o bolsonarismo. A chamada “terceira via”, frequentemente evocada por setores da mídia hegemônica, volta ao centro do debate. Com Ratinho Jr. fora do páreo nacional e focado no cenário paranaense, cresce a possibilidade de Eduardo Leite despontar como o nome do PSD à Presidência da República.
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