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A saúde tem preço na China

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15.06.2026

Pequim construiu a maior rede de cobertura sanitária do mundo, mas com uma particularidade que surpreende: os pacientes são obrigados a pagar e depois recebem algum reembolso do Seguro Médico Básico. Da irrupção da IA às dívidas pendentes do sistema.

Mais de 1,3 bilhão de pessoas desfrutam da cobertura básica do seguro médico na China, dentro de um sistema de saúde que atende a um quinto da humanidade. Nesse modelo, mais de 90% da população tem acesso, em até 15 minutos, ao atendimento prestado por mais de 16 milhões de profissionais em 1,1 milhão de instituições médicas. Por trás desses números impressionantes, divulgados pelo governo, funciona uma lógica de mercado que pode soar contraditória para um país governado pelo Partido Comunista: os pacientes chineses precisam pagar por todas as consultas, medicamentos, internações e cirurgias. É a saúde com características chinesas, como poderia defini-la um sinólogo.

Quando uma pessoa procura um hospital público, deve arcar com os custos eventuais que podem ir desde um simples diagnóstico médico no pronto-socorro até as intervenções cirúrgicas mais complexas. Depois entra em ação o Seguro Médico Básico correspondente, com percentuais de reembolso que variam de acordo com o local de residência, o tipo de filiação, o estabelecimento escolhido e a complexidade do tratamento. Em síntese, o atendimento de saúde é tarifado e o seguro intervém posteriormente, por meio de diferentes procedimentos de reembolso.

Por trás desse mecanismo funciona a maior rede de seguros de saúde do planeta. Apenas os trabalhadores que realizam contribuições regulares já superam os 260 milhões e, durante o primeiro trimestre de 2026, as contribuições ao sistema geraram receitas superiores a US$ 83 bilhões.

Para entender como funciona essa engrenagem, vale pensar em uma espécie de combinação entre os planos de saúde corporativos e os seguros de saúde conhecidos no Ocidente, embora multiplicados em uma escala sem precedentes. Afinal, a China........

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