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"Projeto 101", a arma da China na corrida da IA

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As informações divulgadas pela China sobre seus avanços em Inteligência Artificial costumam destacar que o país concentra cerca de 60% das patentes generativas globais, conta com mais de 5.300 empresas do setor (15% do total mundial), detém o recorde de mais de 1.500 grandes modelos e possui desenvolvimentos de código aberto, como o Deep Seek, capazes de disputar a liderança com as principais plataformas ocidentais. No entanto, uma questão que, por algum motivo, passa despercebida é a silenciosa revolução impulsionada pelo chamado “Projeto 101”, uma profunda reforma curricular do ensino universitário que hoje tem a IA como seu eixo estratégico indiscutível. “A China está fazendo a diferença”, reconheceu o cientista norte-americano John Edward Hopcroft, vencedor do Prêmio Turing de 1986 e uma das figuras centrais da informática moderna.

Hopcroft fez a afirmação durante a recente inauguração do Festival de Arte de IA de Hong Kong, onde sustentou que “os estudantes chineses têm a vantagem de viver em um país que aposta na educação em IA e compartilha todas as informações online para que os alunos possam acessá-las, assim como os professores e qualquer outra pessoa interessada”.

“As universidades chinesas contam com muitos dos melhores estudantes do mundo”, insistiu o acadêmico, que tem um histórico conhecido no país asiático, já que não apenas apoiou o Projeto 101 lançado pelo Ministério da Educação em 2021, como também liderou um programa de capacitação de professores em 2018 e........

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