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Impeachment de Dilma completa dez anos com conta aberta

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17.04.2026

A então presidenta Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), viu a Câmara dos Deputados autorizar em 17 de abril de 2016, por 367 votos a 137, a abertura do processo que a derrubaria do Palácio do Planalto em 31 de agosto daquele ano, quando o Senado Federal confirmou o impeachment por 61 votos a 20. Dez anos depois, a sessão continua no centro da memória política porque ajudou a empurrar a extrema direita para o primeiro plano e abriu uma década de privatizações, aperto social e precarização do trabalho cujos efeitos ainda pesam no bolso do brasileiro.

A votação da Câmara foi formalmente o rito de admissibilidade do processo, mas politicamente virou outra coisa. O próprio Senado registrou, ao fazer o balanço de 2016, que o impeachment de Dilma foi marcado por “polêmica e divergência de opiniões” no Parlamento e na sociedade.

Foi naquela sessão que o então deputado Jair Bolsonaro, na época do PSC-RJ, saiu do baixo clero para uma vitrine nacional ainda maior. No microfone da Câmara, ele exaltou Eduardo Cunha (ex-PMDB), homenageou o torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra e votou “sim”; dois anos depois, seria eleito presidente da República. Em 2026, Bolsonaro segue referência do campo........

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