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O déjà vu da vassalagem do clã bolsonarista

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06.06.2026

Nas últimas semanas, o Brasil tem assistido à reincidência de um déjà vu de sabotagem nacional promovido pelo clã Bolsonaro, resultante de pedidos ao governo trumpista de ingerências nos assuntos brasileiros. Movidos pela obsessão mesquinha por ganhos pessoais, os irmãos comportam-se como os mais vis traidores da pátria, reles mercadores da nossa dignidade. Para esses falsos patriotas, o projeto de assalto ao poder justifica qualquer baixeza, inclusive o ato de rifar e alienar o que uma nação e seu povo, que se prezam, têm de mais precioso: a soberania nacional e a altivez de jamais se curvar diante de outro país.

Na semana passada, em um movimento para desviar o foco de seu envolvimento umbilical com o ex-banqueiro malfeitor Daniel Vorcaro, o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu a Washington a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas. Sob a justificativa hipócrita do combate ao crime, os filhos do ex-presidente condenado pela tentativa de golpe de Estado convidaram o lobo para o galinheiro ao chancelarem esse pretexto, abrindo as portas para que o imperialismo americano legitime intervenções diretas no território nacional, ataque nossa soberania, prejudique instituições financeiras e sabote a cooperação policial autônoma. É a síntese perfeita do “complexo de vira-lata” em sua versão mais perigosa, o sacrifício da segurança e da independência do Brasil no âmbito do oportunismo familiar com fins eleitoreiros.

Nesta semana, após a investigação comercial da Seção 301, por razões meramente políticas, os EUA sinalizaram uma proposta de 25% de sobretaxa sobre produtos brasileiros, sob a justificativa de práticas cerceadoras ao comércio estadunidense, com vinte menções ao Pix, entre outros questionamentos que não se sustentam na atual conjuntura do Brasil. O cronograma dessa investida prevê um período de consultas públicas até o início de julho, com a data-limite de 15 de julho de 2026 para que os EUA tomem a decisão final sobre a aplicação ou não da tarifa.

No dia seguinte, como se não bastasse a sobretaxa de 25%, a arrogância estadunidense anunciou um novo tarifaço de 12,5%, cinicamente camuflado sob alegações de combate ao trabalho forçado na produção brasileira. Na análise de negociadores, o que o império promove é um massacre comercial cumulativo. A junção das duas penalidades joga uma barreira alfandegária asfixiante de 37,5% contra as exportações do Brasil.

Flávio Bolsonaro tenta se descolar do anúncio dessas propostas de tarifaço; no entanto, resta impossível para qualquer bom entendedor engolir os argumentos falaciosos do senador de que não tem nada a ver, sobretudo depois da postagem de Trump sobre o efusivo encontro com Flávio, publicada em rede social no mesmo dia do golpe de novas taxações. Trump escreveu: “Foi muito bom ter Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca, um jovem inteligente que ama muito o seu país”.

Numa esperada virada de chave, Trump explicita, sem a falsa máscara de “química” com Lula, que tipo de governante brasileiro prefere que seja eleito em outubro: um jovem capacho do imperialismo, um traidor da pátria que jamais amou seu país, que age unicamente para defender seus mesquinhos interesses individuais e familiares. Um jovem, nem tanto, que, ao longo de sua vida, nunca trabalhou como os verdadeiros patriotas brasileiros, que acordam cedo, pegam condução lotada para, horas depois, chegarem ao local de trabalho, submetidos a uma massacrante escala 6x1; um sujeito supostamente esperto, embora plenamente incapaz de dirigir um país.

Sem nenhuma sombra de dúvida, Flávio Bolsonaro é o candidato ideal de Trump para presidir o Brasil a partir de janeiro de 2027. O jovem........

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