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A verdade sempre aparece

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20.12.2025

O título “A verdade sempre aparece” encontra respaldo direto na história recente do país e na própria trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva. A frase foi dita por Lula durante sua condenação injusta no âmbito da Operação Lava Jato, conduzida pelo então juiz Sergio Moro, em um processo cujo objetivo evidente era retirá-lo da disputa presidencial de 2018, quando liderava todas as pesquisas de intenção de voto.

Preso injustamente e impedido de concorrer, Lula indicou o professor Fernando Haddad para substituí-lo. Haddad, um candidato ético, com trajetória consistente nos cargos públicos que ocupou, como ministro da Educação entre 2005 e 2012 e prefeito de São Paulo de 2013 a 2016 não contou, entretanto, com o beneplácito da ala política conservadora, reacionária e antipetista, representada pela elite financeira do país e pelos conglomerados da mídia corporativa. Esses setores abriram caminho para a vitória de um deputado medíocre e corrupto do baixo clero, Jair Bolsonaro.

Pouco tempo depois, a engrenagem política por trás da farsa judicial ficou escancarada, o mesmo juiz que condenou Lula aceitou o cargo de ministro da Justiça no governo diretamente beneficiado por sua sentença. Anos mais tarde, com as condenações anuladas, a suspeição reconhecida e os fatos devidamente expostos, confirmou-se aquilo que Lula afirmara desde o início. A verdade sufocada momentaneamente pelo abuso de poder, pela manipulação política e pela atuação da grande mídia, com destaque para a Rede Globo, que diariamente tratou de desconstruir a imagem de Lula e de seu partido no Jornal Nacional não foi derrotada, apenas aguardou o tempo necessário para vir à tona.

Esse mesmo padrão se repete no silêncio eloquente da Globo ao deixar de noticiar os grampos ilegais ordenados por Sergio Moro contra autoridades com foro privilegiado, além de juízes e desembargadores. Moro e a rede da família Marinho mantiveram uma relação estreita de exclusividade na divulgação de atos oriundos da extinta Operação Lava Jato, muitos deles marcados por arbitrariedades e pela reiterada violação do devido processo legal.

Os recentes achados envolvendo Moro decorrem de um inquérito em andamento no Supremo Tribunal Federal, instaurado com autorização do ministro Dias Toffoli. A apuração busca esclarecer possíveis ilegalidades em procedimentos conduzidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba, a partir de informações prestadas pelo delator, o ex-deputado estadual Tony Garcia.

No curso da investigação da Polícia Federal, destinada à apreensão de documentos vinculados a processos sob a condução de Moro, foi localizado também um vídeo que registra uma confraternização de caráter íntimo, divulgada pela mídia como a “festa da cueca” envolvendo magistrados,........

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