A China diante do caos e de Taiwan
O presidente chinês Xi Jinping em sua mensagem de final de ano lançou uma frase muito objetiva e que, mesmo para o senso comum diplomático, pode ter passado despercebido: “A tendência histórica de reunificação da pátria é irreversível”. O presidente claramente estava se referindo a Taiwan. Qual a grande novidade semiótica deste pronunciamento? Simples sem ser simplista: a noção de unificação pacífica desapareceu do léxico colocando em seu lugar a nada sutil expressão de “tendência histórica”.
A tradução de “tendência história” deve ser a mais clara possível. Trata-se de um processo cuja nenhuma ação humana seja capaz de conter. Da mesma forma que as leis da natureza impõe regularidades que dão o ritmo das mudanças no meio natural. Na prática, nem as ações de outras potências – notadamente os Estados Unidos – poderão conter esse processo. Processe este que já não poderá ser pacífico como outrora e sim de acordo com as necessidades colocadas pela própria história. Inclui-se a guerra propriamente dita.
De um ponto de vista particular, para o lado chinês, o melhor cenário é o da manutenção do atual status quo com a ilha mantendo seus símbolos, moeda e sistema, porém sem declarar independência. Porém, o cenário muda ao longo das duas últimas décadas na mesma proporção em que as forças de oposição ao Kuomintang acumulam forças e alcançam o poder central da ilha em linha com a........
