Candidatos, não basta esfolar. Tem que matar de fome
Houve um tempo em que as pessoas coravam ao serem pegas se confessando “de direita”, ou professando medidas que prejudicassem os mais desfavorecidos. Não era “cristão” tirar de quem não tem. Não era confessável, tomar tais atitudes. E, principalmente, era ideologicamente censurável, que num país ferido por regimes repressivos e violentos, alguém viesse a público dizer que se colocava do lado de quem matou e perseguiu.
Com o advento do governo de Jair Bolsonaro, porém, abriu-se o armário, de onde saíram os que bateram a roupa cara, mas amarfanhada pelos anos de hipocrisia, e entrou em cena a elite pastoril empoderada – desculpem a redundância. Cheia de si e sem a menor cerimônia, eles partiram para a divisão do botim.
Foi como se tirassem nacos do país, antes organizado, já livre de “bocas” como a Codevasf (onde pipocaram denúncias), e outros tantos “points” sabidamente desejados pela direita engordurada, rançosa, como alguns recantos das “agências reguladoras” e mais outros nichos onde bastava maquiar com polpudas emendas e tudo “passava de liso”, sem chamar muita a atenção.
Isso, do ponto de vista da máquina administrativa, porque no........
