Passa sete |
Fanfarras e marchas sob a janela. É mais um Sete de Setembro que passa. De repente, não se reconhece mais aquela esquina. O hospital se transformou em clínica veterinária. As árvores da praça sumiram… coitadas. Agora são tocos e cães cotós nas imediações. O mendigo foi recolhido ao largo de corações imóveis. Nos cinemas, recende a pipoca aromática, impregnando a pele da humanidade itinerante. De público tudo virou privado, o corpo mero imobiliário. De humano, pessoas com suas olheiras escondidas por cremes. Ah, os direitos, ora, os direitos…
Terceirizar, privatizar. Empreendimentos, megaprojetos dessa babel. Ainda se vende bem o futuro grandioso. Enquanto os funcionários limpam latrinas, curiosamente informações sigilosas vertem das fontes. Negam todos, ninguém conhece Vorcaro nem o Banco Master. Só que não! A República vaza em versões........