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Sucessão presidencial: China e EUA disputam Brasil em 2026

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04.01.2026

Os presidentes dos Estados Unidos e da China, Donald Trump e Xi Jinping, respectivamente, evidenciaram suas prioridades geopolíticas estratégicas na América Latina, que buscarão implementar em 2026, pelo que prenunciaram ao longo de 2025: ambos desejam o Brasil como parceiro preferencial por se tratar do país latino-americano mais forte economicamente, dotado de riquezas potenciais das quais nem China nem Estados Unidos podem abrir mão para continuar sua luta pela hegemonia internacional.

A luta entre as duas potências para atrair o Brasil já está em curso.

Washington, com sua nova estratégia de segurança nacional, reaviva a Doutrina Monroe para ter maior poder de influência sobre o gigante brasileiro; o tarifaço trumpista demonstrou que os americanos, conforme flexibilidade adotada pelo titular da Casa Branca, cuidam de tratar o Brasil com luvas de pelica, enquanto, por exemplo, baixa o cacete na Venezuela e na Colômbia, com discurso radical, seguido de mobilização militar no Caribe e no Pacífico, para ampliar controle sobre petróleo na região.

O pragmatismo trumpista, ao que se vê, abandonou aquele que esperava ser seu aliado: Jair Bolsonaro; a firmeza da Justiça brasileira, afirmando sua soberania, sintonizada pelo discurso de Lula, nesse sentido, cujo resultado prático é Bolsonaro na cadeia, com pena de 27,3 anos, convenceu Trump de que o líder brasileiro é Lula.

Trump, como denotaram notícias da Casa Branca, explicitou sua realpolitik: disse que gosta de ganhadores, não de perdedores; os Bolsonaro são os perdedores; Lula é o vencedor e, pela realpolitik trumpista, a Casa Branca, com o presidente americano, fez a sua escolha, como os fatos indicam: Lula pode ser o candidato de Trump, com um Congresso dominado pela direita e ultradireita, favorecidas pelas emendas parlamentares de R$ 61 bilhões, de modo a evitar supremacia da esquerda no Legislativo e afogar o presidencialismo constitucional com semipresidencialismo inconstitucional.

Nesse sentido, Trump clarifica a verdade histórica que segue os dois principais partidos americanos – Democrata e Republicano –, em........

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