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Caso Master: a quem interessa jogar M* no ventilador do STF?

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03.09.2026

O celular de Daniel Vorcaro tornou-se uma arma apontada para o coração do Supremo Tribunal Federal.

Primeiro, suas mensagens atingiram Alexandre de Moraes. Menos de 24 horas depois, revelações do mesmo universo obrigaram André Mendonça a explicar um encontro reservado com o banqueiro, fora do STF, numa instituição privada ligada ao próprio ministro.

As informações precisam ser investigadas, independentemente de quem atinjam. Mas já não basta perguntar o que havia no celular de Vorcaro.

É preciso saber quem escolheu cada informação, por que ela apareceu naquele momento e a quem interessa transformar suspeitas sobre ministros numa crise de confiança em todo o Supremo.

Alguém imaginou que poderia abrir seletivamente a caixa-preta de Vorcaro. O que saiu de dentro dela, porém, começou a atingir todos os lados.

Uma ordem extraordinária

Em 24 de agosto, André Mendonça convocou integrantes da Polícia Federal para uma reunião sobre o caso Master.

Apresentou uma determinação incomum: a PF teria apenas 72 horas para produzir um relatório sobre menções, no material apreendido de Vorcaro, a Alexandre de Moraes, ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da própria PF, Andrei Rodrigues.

Investigadores disseram à imprensa que foram surpreendidos. Alguns classificaram a reunião como uma “cilada”. A ordem foi interpretada dentro da corporação como uma tentativa de colocar a PF para investigar seu próprio diretor-geral, o chefe do Ministério Público e outro ministro do Supremo.

O relatório foi produzido e teve o sigilo retirado por Mendonça em 1º de setembro.

Seu conteúdo era explosivo.

As mensagens mostravam Vorcaro tentando mobilizar Moraes em favor dos interesses do Banco Master, inclusive em questões relacionadas à Polícia Federal. Somaram-se a isso os contratos milionários já conhecidos entre empresas ligadas ao banqueiro e o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro.

As mensagens demonstram que Vorcaro buscava influência. Não provam, por si mesmas, que Moraes tenha atendido aos pedidos ou cometido algum crime.

Mas o efeito político estava produzido: Alexandre de Moraes, símbolo da reação institucional à tentativa de golpe e aos ataques contra as urnas, aparecia no centro de uma crise envolvendo o banqueiro mais comprometedor do país.

A caixa-preta se volta contra Mendonça

Menos de 24 horas depois, o caso mudou de direção.

Mensagens do mesmo celular revelaram que André Mendonça havia sido procurado por pessoas que buscavam aproximá-lo de Vorcaro.

O personagem central dessa articulação é o advogado Ciro Rocha Soares. Em fevereiro de 2025, ele enviou ao banqueiro uma........

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