Relatório do BC joga uma pá de cal nas supostas pressões de Alexandre de Moraes

Depois de ler o relatório que o Banco Central enviou ao Ministério Público Federal, sete dias após a liquidação do Banco Master, e anteontem ao TCU, respondendo a um questionamento do ministro Jhonatan de Jesus, fica difícil imaginar que tipo de pressão o ministro Alexandre de Moraes teria feito ao presidente do BC, Gabriel Galípolo, na reunião e nos tais seis telefonemas, noticiados por O Globo e pelo Estadão.

Diz o relatório que o Master vivia “profunda e crônica crise de liquidez” e praticava “grave e reiterado descumprimento de normas que disciplinam sua atividade”.

Afirma, também, que “havia indícios de gestão fraudulenta”, “operações sem lastro” e “uso de artifícios destinados a criar aparência de legalidade para operações desprovidas de substância econômica”.

Os recursos do Master “foram reciclados por meio de uma cadeia de fundos e sociedades interpostas”, com o objetivo de “dar aparência formal a transações com a mesma origem e o mesmo beneficiário........

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