Depois de mim, o dilúvio |
Donald foi uma criança valentona e descontrolada, brigava na escola e desrespeitava os professores. Em uma ocasião, quando tinha 13 anos, em 1959, ele deu um soco em um professor de música. Fred, frustrado e envergonhado (já que era um grande doador da escola), removeu abruptamente o filho da casa familiar em Queens — uma mansão com 23 quartos e serviçais — e o enviou para a New York Military Academy, no interior do estado.
Donald descreveu isso como um "banimento", dizendo que seu pai era "muito duro" e "nunca deixava nada passar".
Na academia, sob disciplina militar rigorosa, ele aprendeu a "ser um rei" e "matador", mas o episódio destacou a ausência de afeto paterno, priorizando controle sobre apoio emocional. Fred Trump desprezava fraquezas, e isso se manifestou na relação com seu filho mais velho, Fred Jr., que lutava contra o alcoolismo.
Donald, influenciado pelo pai, adotou uma atitude similar, zombando do irmão por não ser "durão" o suficiente. Um amigo da família relatou: "Donald humilhava Freddy bastante".
Fred Jr. deixou o negócio familiar para se tornar piloto, mas morreu aos 43 anos em 1981 devido ao vício. Donald citou isso como razão para evitar o álcool, mas biografias sugerem que a pressão paterna por sucesso contribuiu para a disfunção familiar, com Donald internalizando o mantra de "nunca mostrar fraqueza".
Desde criança, nos anos 1950-60, Donald acompanhava o pai em visitas a canteiros de obras em Brooklyn e Queens, coletando aluguéis e lidando com inquilinos. Fred ensinava: "Seja um matador" e "Você é um rei".
Essas lições incluíam manipulação política em clubes democráticos locais para obter favores. Donald absorveu isso, mas a relação era distante — Fred trabalhava sete dias por semana, deixando pouco tempo para paternidade.
Biógrafos notam que isso criou uma dinâmica de admiração misturada com medo, onde o sucesso era medido por lucros, não por laços afetivos.
Após a morte de Fred, em 1999, documentos revelaram que ele transferiu fortunas a Donald via esquemas fiscais questionáveis, evitando impostos em centenas de milhões.
Donald assumiu o negócio em 1971, mas a sobrinha Mary Trump, filha de Fred Jr., processou os dois, alegando fraude na herança, destacando como a rigidez paterna perpetuou relações doentias.
A mãe de Donald, Mary Anne MacLeod Trump, sofreu complicações de saúde graves após o nascimento de seu irmão mais novo, Robert, quando Donald tinha cerca de dois anos e meio. Ela ficou hospitalizada por longos períodos, levando a uma "ausência materna" em uma fase crítica de desenvolvimento.
Isso é descrito como traumático, resultando em "privações que o marcaram para a vida", com falta de conexão emocional e sensação de abandono.
Em seu livro “Too Much and Never Enough” (2020), Mary Trump, Jr., que é psicóloga clínica, descreve Trump como produto de abuso familiar, com traços narcisistas, sociopatas e declínio cognitivo.
Ela afirma que Trump sofreu "abuso infantil" por "demais" ou "de menos", com negligência materna e falha paterna em prover amor e segurança. Isso levou a defesas como bullying, desrespeito e agressividade. Ela o vê com "narcisismo além do comum", insegurança crescente, confusão (similar ao avô com Alzheimer) e deterioração de memória e controle de impulsos.
"Ele sabe no fundo que está perdendo capacidades cognitivas em ritmo alarmante."
Compara-o ao avô, vendo sinais de demência sobre narcisismo maligno. Ela enfatiza que a família bania fraqueza, impedindo a busca de ajuda.
Há diversos relatos públicos e midiáticos de comportamentos excêntricos de Trump antes de 2017, quando se tornou presidente.
Ele era visto como uma figura controversa em Nova York, conhecido por negócios questionáveis, auto-promoção excessiva e hábitos pessoais peculiares. Muitos o descreviam como "boorish" (grosseiro), attention-seeking (doente por atenção) e shady (suspeito) em práticas empresariais.
Trump tem aversão a germes (germofobia), preferindo beber com canudo. Ele evita apertar botões de elevador e dar autógrafos por medo de contaminação. Acredita que exercícios "destroem o corpo" como uma bateria que se esgota, e tem fobia de calvície. Admirava Howard Hughes por suas excentricidades. Relatos o mostram usando drogas como cocaína em clubes e sendo banido de locais por comportamento detestável.
Nos anos 80-2000, Trump era visto como um palhaço desesperado por atenção, mentiroso e pig (porco). Ele orquestrava confrontos públicos entre esposa e amante na frente de filhos e fotógrafos, para fornecer material para tablóides.
Era snubbed (ignorado) em eventos sociais por ser boorish. Durante a Guerra do Vietnã, evitou o alistamento com adiamentos médicos (esporões ósseos) e universitários. Analistas o descrevem como "episodic man", vivendo no momento sem narrativa introspectiva, com grandiosidade e impulsividade.
Em uma coletiva de imprensa na Casa Branca durante a pandemia de COVID-19, em abril de 2020, Trump virou-se para especialistas em saúde, como o Dr. Anthony Fauci, e perguntou se seria possível "injetar" desinfetantes no corpo humano para combater o vírus.
"E então eu vejo o desinfetante, que derruba [o vírus] em um minuto. Um minuto. E há uma maneira de fazer algo assim, por injeção dentro ou quase uma limpeza?", disse ele, gesticulando animadamente enquanto olhava para o público e os repórteres.
Essa declaração causou choque imediato, levando agências de saúde a emitir alertas contra a ingestão de produtos químicos. Trump depois alegou que era "sarcasmo", mas o episódio foi visto como um exemplo de raciocínio perigoso e desconectado da ciência.
Às 00:06 da madrugada, em maio de 2017, Trump postou no Twitter (agora X): "Despite the constant negative press covfefe".
A mensagem incompleta e sem sentido permaneceu online por seis horas, gerando memes e especulações globais sobre o que "covfefe" significava — possivelmente um erro de digitação para "coverage".
Trump, em vez de deletar ou corrigir, dobrou a aposta no dia seguinte, tuitando: "Who can figure out the true meaning of 'covfefe' ??? Enjoy!".
Isso foi interpretado como uma tentativa de transformar um erro em algo misterioso ou engraçado, mas destacou sua tendência a impulsos noturnos e recusa em admitir falhas, alimentando debates sobre seu julgamento.
Durante uma atualização sobre o furacão Dorian na Sala Oval, em setembro de 2019, Trump exibiu um mapa oficial do Serviço Nacional de Meteorologia que mostrava a trajetória da tempestade.
No entanto, o mapa havia sido alterado manualmente com uma linha........