Brilhante Ustra foi torturador e serial killer

Ficou gravada na memória dos brasileiros a declaração infame do então deputado Jair Bolsonaro, feita em rede nacional de TV, ao vivo e a cores, no dia 16 de abril de 2016, durante a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff:

"Pela família e pela inocência das crianças em sala de aula, que o PT nunca teve, contra o comunismo, pela nossa liberdade, contra o Foro de São Paulo, pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o terror de Dilma Rousseff, pelas Forças Armadas, por um Brasil acima de tudo, por Deus acima de todos."

Ele nunca retirou a declaração nem se arrependeu por exaltar um dos maiores assassinos da história do Brasil, que comandou o clandestino DOI-CODI de São Paulo, localizado dentro das instalações do II Exército, à rua Tutóia, bairro do Paraíso.   

Durante a sua gestão, de setembro de 1970 a janeiro de 1974, de acordo com relatórios internos do período, aproximadamente 5.680 pessoas foram presas, ao menos 502 foram submetidas a torturas, tais como choques elétricos, pau de arara, espancamentos, afogamentos, cadeira do dragão, e entre 45 e 50 foram assassinadas ou desapareceram, incluindo execuções, mortes sob tortura e ocultação de corpos, muitas vezes registradas como ocorridas “em combate” ou fora das instalações,  de acordo com documentos da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo e da Comissão Nacional da Verdade.      

Eu testemunhei algumas dessas barbáries nos 45 dias em que fui encarcerado, entre 4 de setembro e 15 de novembro de 1973. Quando eu cheguei à cela, a X-5, à qual fui conduzido pelo próprio Ustra, já encontrei........

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