A força feminina nas eleições do ES

247 - O Espírito Santo está com um naipe de candidaturas femininas de esquerda ao Legislativo, estadual e federal, jamais visto.

O leque é bem amplo e com diferenças às vezes sutis.

Há aquela que se apresenta com a compreensão da luta integrada de gênero, raça e classe, como sendo o estágio contemporâneo da refrega contra o sistema capitalista, representada por Allona Açucena, do PT.

Jack Rocha, um foguete na Câmara Federal, subiu e ocupou espaços com muita vontade e personalismo, é uma craque do marketing.

Há aquela que acentua mais a questão de raça, como Ana Paula Rocha, do PSOL.

Há aquela que carrega um legado familiar, como Karla Coser, do PT.

Camila Valadão, com o histórico de luta política longa e de muita coerência aos postulados do seu partido PSOL.

Tem ainda a já longeva Iriny Lopes, do PT, com vasto currículo prestado ao serviço público, é a continuidade.

Tá na hora, tá na vez, das mulheres demonstrarem ainda mais os seus valores. Tornar a maioria quantitativa na sociedade em maioria qualitativa no Poder. 

Não foi citada nenhuma do PSB, porque no ES é um partido de direita.

Para o Senado teremos a reeleição de Contarato, garantida, caso não faça dobrada tácita com Casagrande. O PT deveria sair apoiando outro candidato da federação, aí seria uma dupla progressista. 

Os governadores de direita estão em apoio ao golpista de 8 de janeiro, Flávio Bolsonaro.  Os progressistas continuam com Lula. 

O governador Casagrande está na muda.

As eleições gerais colocam de um lado o fascismo da extrema-direita, de outro, os democratas. Nesta polarização não haverá meio termo. Quem não estiver com as forças democráticas, estará com o bolsonarismo fascista.  

O candidato do PT ao governo do estado, Hélder Salomão, dará mais visibilidade à candidatura do Lula; tem um currículo de fazer inveja a qualquer direitista, é afável, conciliador, bom de comunicação no contato direto, bom de voto e administrador reconhecido. 

Sua vitória ficará na dependência de um planejamento e marketing eleitoral competente. É imprescindível, para isso, apresentar um programa de governo bem articulado, especialmente no campo da segurança pública, direitos humanos (justiça de transição), turismo, transporte (bilhete zero), moradia (todos têm direito a um lar digno), educação (NENHUMA CRIANÇA FORA DA ESCOLA, esporte, combate às drogas, apoio ao MST no campo, uma política voltada para o bem-estar das crianças e adolescentes das periferias...Fomentar a igualdade de gênero e raça, articular a integração morro e asfalto. Apoio integral ao carnaval capixaba como festa democrática e cultural. Promover a cultura local, com incentivos ao folclore, à disseminação da história capixaba e a preservação do patrimônio histórico do ES.

No plano interno do estado: modernizar a política de cargos e salários, com incentivo ao aprimoramento, à eficácia e a criatividade; performar melhor na informática com o uso da IA agilizando os serviços e atendimentos aos cidadão de forma geral, moralizar o uso de cargos comissionados e em comissão, com total consonância ao LIMPE constitucional – Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade, Eficiência (art. 37 da CF).

Helder não pode ficar na mesmice e nas platitudes, tem que inovar, por exemplo, propondo criar uma rede institucional de capilaridade para a construção de mutirões da cidadania, os quais seriam encarregados de levar às políticas públicas à base social, receber feedbacks, como retro alimentador dessas políticas. 

Contando efetivamente com a colaboração dessas candidaturas femininas e, oxalá, uma vice mulher, a esquerda terá forte protagonismo nestas eleições no estado do ES.

Por ora, a candidatura do Hélder está fria, é mister engatar a terceira marcha já. 

Como palanque de Lula, Helder e candidaturas majoritárias devem sublinhar a luta patriótica pela soberania e o nós contra eles.

Nós quem? Os brasileiros patriotas versus os entreguistas adeptos do bolsonarismo; nós os despossuídos versus os muito ricos; nós os desenvolvimentistas versus os rentistas. Nós os que cuidamos e valorizamos a vida x os que desprezam as dos necessitados, por serem adeptos do malthusianismo e do darwinismo social. Nós democratas versus o fascismo da extrema-direita bolsonarista.

Nós com um candidato presidencial probo versus eles com um candidato desonesto, corrupto, miliciano, golpista do 11 de janeiro de 2023 e sobretudo agente do Trump, sabujo dos EUA. 

Brasileiro patriota é o que tem orgulho do Brasil, presta deferência à bandeira nacional, e não aqueles que prestam continência à bandeira americana, que instiga Trump à intervenção no próprio país.  

Lula presidente várias vezes jamais tentou um golpe, é segurança ao Estado democrático de direito, Flávio eleito irá tentar o golpe, como tentou com o pai no dia 8 de janeiro de 2023, vai roubar como roubou o pai, vai envergonhar o país no exterior como o pai foi um pária internacional.   

Escolher o Flávio é escolher um governo de milicianos, de rachadinhas, de lavagem de dinheiro, sobretudo, de fazer tudo o que o seu chefe, Trump, mandar.  

O Brasil dos quilombos, dos indígenas, da geração que combateu a ditadura, não pode ser derrotado pelo entreguismo, pela autocracia, pela misoginia, e virar uma republiqueta quintal dos EUA. 

Eleição não é só voto, é semente semeada para o futuro. 

A maior força da esquerda reside no coletivo: CHAMA QUE A MILITÂNCIA COMPARECE! 

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.


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