Arsenal-Sporting: haverá esperança para Londres? Why not?
Depois da derrota por 0-1 em Alvalade, frente ao Arsenal, o Sporting vê o seu futuro na Liga dos Campeões drasticamente reduzido nas contas do supercomputador da Opta. De uns já modestos 21,29%, os leões caíram para uns quase residuais 8,31% de hipóteses de seguir em frente. Mais: apenas 0,98% de probabilidade de conquistar a orelhuda. Números frios e crus. Pura matemática. Mas o futebol nunca foi apenas matemática.
O golo de Kai Havertz, à beira do apito final, não foi apenas um golpe no resultado, foi um golpe psicológico. E ainda assim, quem viu o jogo sabe que aquele 0-1 não conta a história toda. Muito pelo contrário. Durante largos períodos, o Sporting não só enfrentou o Arsenal olhos nos olhos como o empurrou para trás, obrigando os ingleses a baixar as suas linhas. Logo aos seis minutos, Maxi Araújo fez estremecer a trave. O guarda-redes David Raya fez, ao longo do jogo, 5/6 defesas decisivas. Foi, inclusive, eleito o melhor em campo e isso, por si só, diz tudo.
Mas por que razão esta eliminatória parece, aos olhos da estatística, praticamente resolvida? A resposta está, em grande parte, na história e essa não tem sido simpática para o Sporting em solo inglês. Em mais de um século de confrontos, os leões somam apenas duas vitórias em 17 jogos oficiais disputados em Inglaterra, contra nove derrotas e seis empates. Um registo que pesa, e muito, nas contas frias dos algoritmos. O primeiro triunfo verde e branco em Terras de Sua Majestade remonta a 21 de outubro de 1981, no antigo The Dell, diante do Southampton, por 2-4, na primeira mão da segunda ronda da Taça UEFA. O segundo, e último, surgiu já em 2005, no........
