Estratégia, essa palavra tão misteriosa
De vez em quando acontecem fenómenos no desporto que destroem um conjunto de crenças e colocam em causa algumas das nossas certezas absolutas. O Paris Saint-Germain, especialmente desde a chegada do treinador espanhol Luis Enrique e sob a direção desportiva do português Luís Campos, tem sido um desses casos. O clube tem desafiado várias ideias feitas e isso tem-lhe permitido afirmar-se como uma das grandes referências do futebol europeu, apesar de competir numa liga que é considerada a menos exigente entre os chamados Big-5.
Luis Enrique, para lá da sua dramática e inspiradora história pessoal, tem a capacidade rara de nos oferecer autênticas lições sobre liderança, gestão e desempenho sempre que fala. O PSG passou de ser um clube que, durante anos, acumulava eliminações precoces na Liga dos Campeões, apesar de ter estado perto da glória na final disputada durante a pandemia, perdida por 0-1 frente ao Bayern Munique, para uma equipa com uma identidade e cultura completamente diferente.
Durante muito tempo, o desafio do clube parecia resumir-se à gestão de estrelas e fazer dinheiro através da sua gestão de imagem. Messi, Beckham, Mbappé, Neymar, Di María, Cavani e tantos outros fizeram parte de um modelo em que a gestão de egos, estatutos e protagonismos era quase tão importante como a gestão de quem marcava o livre ou a grande penalidade. Hoje, o cenário é outro.
O PSG........
