Desafios diferentes

Nada melhor do que começar bem o jogo em Vila do Conde, como forma de reagir ao insucesso da Taça de Portugal. Marcar primeiro diminui naturalmente o stress e o desgaste físico de qualquer equipa.

O Benfica entrou autoritário, fazendo prever que o golo inicial não demoraria. O regresso ao onze de dois alas em simultâneo foi a novidade e resultou num carrossel ofensivo variado, muito pela ação de Prestianni e Schjelderup, dois jovens que ainda lutam pela plena emancipação. Por trás, foi Sudakov quem liderou e dinamizou o ataque, revelando-se como o elemento mais relevante da equipa. Por momentos, pareceu-me voltar a outro tempo em que era normal o Benfica empurrar os adversários para trás até que os golos surgissem.

Quanto a Pavlidis, desta vez não esteve como costuma. O mesmo esforço, mas pouca inspiração, acredito que alterado ainda pelo lance ingloriamente perdido no Dragão, que poderia ter dado outro desfecho. Numa fração de segundo, por pouco se marca e por pouco se falha.

Resolvido que foi o Rio Ave, hoje, para não variar, temos mais uma final. Não uma daquelas históricas a que o Benfica chegou, mas mais um exigente exame para a continuidade na UEFA Champions League. O ensaio em Vila do Conde foi positivo, mas sabemos........

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