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O que une Mbappé e Abel Xavier?...

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Foi cinzenta a temporada de Mbappé no Real Madrid. Tão pouco colorida que se confundiu com um ano desportivo muito aquém das expectativas dos exigentes adeptos merengues, quer na componente doméstica, quer no cotejo internacional.

O avançado francês pareceu possuído de um vírus generalizado, que consumiu até ao tutano o grupo orientado por Xabi Alonso e, depois, por Álvaro Arbeloa, e que fez com que, no Paseo de la Castellana, se quisesse rapidamente fechar o livro de 2025/2026, tão poucas e, sobretudo, tão insignificantes foram as recordações do ano desportivo.

Pode não haver nexo de causalidade, mas o parisiense como que se libertou do espartilho blanco e mudou totalmente o foco, quando chegou ao estágio dos galos. Empertigou-se, assumiu com denodo a braçadeira de capitão, mas, acima de tudo isso, abriu o livro do seu imenso futebol, ciente de que, aos 27 anos, e sendo este (após a Rússia em 2018 e o Qatar em 2022) o seu terceiro Mundial, está a chegar a hora de entrar para o olimpo ou ser apenas recordado como um excelente futebolista.

Todas as qualidades parecem estar combinadas para atingir o apogeu nas Américas, incluindo, do ponto de vista coletivo, a melhor França da história, no torneio de despedida de Didier Deschamps. Com Olise, Dembélé, Doué, Charki e muitos outros, Kylian Mbappé assume-se como o vértice maior deste polígono de superlativa qualidade. Não lhe ficaria mal (nem à seleção francesa, pelo menos pelo que entretanto foi demonstrando), levantar a mais cobiçada........

© A Bola