Mundial de riscos e surpresas |
Não é um Mundial qualquer. Pela primeira vez, três países organizam a máxima competicão da FIFA, numa decisão arrojada, que só encontrou (algum) paralelo, até agora, há 24 anos, quando Coreia do Sul e Japão repartiram a responsabilidade pelo Mundial-2022.
A partir daqui, será talvez a regra, mas repartir por Canadá , Estados Unidos da América e México esta intentona, representa a maximização de recursos, a amplificação de visibilidade e o inevitável aumento de receitas, aspecto nunca despiciendo quando se aborda qualquer decisão do organismo que gere o futebol no planeta.
Ainda mais determinante é o aumento para 48 seleções qualificadas, seguindo um numerus clausus ponderado entre as seis confederações que dão forma à federação internacional.
São 104 jogos, com a introdução de mais uma eliminatória, procurando dar um caráter verdadeiramente global à competição.
Aqui chegados, há sempre questões plausíveis: com a qualificação direta (como países organizadores, de três nações, abriu-se caminho, na Concacaf (a confederação das Américas do Norte e Central, e das Caraíbas), para a estreia, por exemplo, de Curaçau, uma pequena ilha das Antilhas Holandesas, com pouco mais de 160 mil habitantes. Também o Panamá e o Haiti aproveitaram este quase wild card, que não se repetirá nas próximas edições do Mundial de........