Cristiano, a glória e o adeus

Ofutebol foi criado no século XVI. Mais de 150 anos de história podem ter mudado o jogo, evoluído as regras e aumentado a visibilidade, mas não substituíram a paixão, a dedicação do adepto e até a devoção máxima, quer quando se trata de clubes, quer, sobretudo, quando estão em jogo seleções. A superlativa razão do coração faz com que tudo seja exacerbado, da exaltação das vitórias ao subterrâneo das derrotas.

Muitos foram os nomes que marcaram a História do jogo, e definir o melhor (ou um grupo de melhores), nunca é tarefa fácil e, muito menos, homogénea nas opiniões.

Portugal tem tido sorte. É um alfobre de grandes talentos, desde Eusébio, claro, a Cristiano Ronaldo, não podendo esquecer, nas páginas brilhantes, nomes como Luís Figo, Paulo Futre ou Fernando Chalana. E muitos, felizmente muitos outros.

O estatuto que Cristiano Ronaldo atingiu tem explicações simples: uma vocação excecional para o trabalho, uma dedicação total à profissão, a exploração de um inato talento para se tornar, provavelmente, no melhor atleta de sempre ao serviço do futebol mundial.

E, claro, a mediatização de toda a sua carreira, alicerçada em grandes clubes internacionais, na transversalidade da comunicação e na utilização sublime do fenómeno em rede.

Cristiano conseguiu tudo, e tem, obviamente, tudo para ficar na História de Portugal, da sua Seleção Nacional, do seu desporto e da sua diplomacia, fazendo muito mais pelo País, nos últimos 23 anos, do que consecutivas rondas à volta de mesas ou visitas oficiais.

Dito isto, todos sabemos que, ao........

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