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Afinal, nada é por acaso…

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18.04.2026

Há muitos anos, o futebol português resumia-se a um triângulo de virtudes e intenções, com resultados sistemáticos a coroar Benfica, Sporting e FC Porto, numa lógica de repartição de domínio que se prolongou por décadas e afetou (sim, afetou) todos os que, não se revendo na reverência aos três grandes, lutavam para se manter à tona de água e para conseguirem, em determinado momento, algum protagonismo.

Foi assim com o Belenenses, foi também assim com o Boavista, que, no entanto, e com a necessária evolução estrutural, logística e técnica, não conseguiram, por motivos que agora não vêm à colação, manter-se na crista da onda e criar a dinâmica essencial para discutir, de modo consistente e sistemático, o domínio competitivo do futebol português.

No século XXI, é bem diferente o grau de profissionalismo, de exigência e de formação dos diversos agentes, que resulta, naturalmente, numa predisposição muito distinta e numa obrigação muito mais rigorosa de preparação estratégica. No Minho, o Sporting de Braga e, particularmente, o seu presidente dos últimos largos anos, perceberam as necessidades, identificaram os mecanismos e prosseguiram em caminhos bem definidos, de médio e longo prazo, tentando dotar o emblema de condições de base e de musculatura financeira para trilhar rotas de sucesso, continuando a apaixonar e a cativar os seus adeptos, muito ciosos de um regionalismo que nada tem de pequeno ou bacoco, antes serve para afirmar pelo mundo uma ideia de clube de afeição, projetando a região para o país e este para o estrangeiro, sem perder a noção das dimensões relativas e da responsabilidade social acrescida ao longo dos anos.

O Sporting Clube de Braga aproveitou da........

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