A batata quente de Infantino
Já como secretário-geral, Gianni Infantino revelava uma personalidade forte, inteligente e ambiciosa. Fatores muito importantes para quem exerce um dos cargos mais apetecíveis da geopolítica mundial, ultrapassando em larga escala a mera dimensão desportiva (que, considerando a implementação do futebol no planeta, já seria suscetível de grande amplitude.
O agora Presidente da FIFA, isso é inequívoco, pretende deixar marca e legado em diversas áreas. Desde o apoio transversal e reforçado ao desenvolvimento do jogo nos quatro cantos do mundo, à introdução de ajustamentos importantes nos regulamentos dentro e fora de campo, passando por uma estrutura financeira muito consolidada, e que faz da Federação Internacional de Futebol uma das empresas mais saudáveis e lucrativas do mundo.
Pensa em grande, Infantino. A passagem para 48 seleções das fases finais de Mundiais e a institucionalização de um Mundial quadrienal para equipas de clube são apenas duas cerejas no topo de um bolo cujos ingredientes são cozinhados com pinças, num tabuleiro de diplomacia desportiva que envolve as seis confederações continentais, muitos stakeholders, das mais diversas origens, e os parceiros essenciais do jogo (futebolistas, técnicos, clubes). Mas esta mega-estrutura tem custos e não apenas contabilizáveis em folhas de Excel ou em orçamentos previsionais.
Tem custos sob a forma de........
