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O novo leão e os velhos vícios

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05.08.2026

Na semana que antecede o início da Liga Portugal é oportuno avaliar aquilo que está a ser preparado na casa das máquinas, em particular na Academia Cristiano Ronaldo, procedendo ao exercício prospetivo sobre aquilo que será a versão 2026/27 da equipa do Sporting.

É verdade que as pré-época não determina títulos, nem antecipa vencedores. Ainda assim, não são irrelevantes por tudo aquilo que nela se trabalha, testa e antecipa. A qualidade das ideias, do processo de jogo, a resposta física dos jogadores, a integração dos reforços e a construção de novas rotinas, naquilo que virá a constituir a identidade coletiva da equipa, são aspetos necessariamente trabalhados neste período de preparação.

O Sporting terminou a preparação para a nova temporada com oito vitórias em outros tantos jogos, num registo de 26 golos marcados e apenas 3 sofridos, superando adversários de diferentes patamares competitivos e graus de exigência.

Mais importante do que a invencibilidade foi a consistência da resposta, a facilidade com que os novos jogadores se integraram, a intensidade colocada nos diferentes momentos do jogo e a sensação de que a equipa foi crescendo de encontro para encontro, parecendo estar identificada e ligada às ideias de Rui Borges.

Uma boa pré-época não garante uma boa temporada, nem será sinónimo de um vencedor antecipado, mas uma pré-época mal conseguida raramente deixa de anunciar problemas cuja materialização ocorre mais tarde.

Depois de uma época desportiva sem quaisquer títulos, concluída com a inevitável deceção de quem vinha de duas conquistas consecutivas do campeonato, o Sporting tinha de fazer mais do que corrigir pontualmente o plantel. Era necessário perceber que um ciclo próspero de vitórias chegara ao fim e que a equipa não deveria ser construída somente para responder ao imediatismo da nova temporada. O mercado tem,........

© A Bola