Deixem-nos sonhar |
A meritória campanha do Sporting na presente edição da Liga dos Campeões legitima a ambição de sonhar com uma vitória contra a poderosa equipa do Arsenal, revertendo a eliminatória à semelhança da noite épica de 17 de março, no jogo contra o Bodo/Glimt. Será necessária uma noite a roçar a perfeição, uma exibição de nível máximo de todos os protagonistas que envergarem a verde e branca, onde não pode faltar a atitude, sendo desta vez necessário aliar a inspiração para fazer deste jogo mais uma noite europeia inesquecível.
Exigir aos adeptos do Sporting contenção emocional para este jogo europeu seria desajustado e, até mesmo, injusto depois de tudo aquilo que a equipa já logrou nesta competição, acumulando exibições e vitórias convincentes contra as naturais expectativas quando se concorre com equipas construídas com outros orçamentos. Há alturas em que o futebol não se presta à gestão minimalista das expectativas, à prudência desportiva de frases feitas sobre a incerteza do resultado, como quando se alude ao totobola para se dizer ser um jogo de tripla, sendo que isso já decorre da própria natureza do jogo.
E neste caso em particular, nem é provavelmente ocasião para isso, atendendo que o Arsenal, em onze jogos realizados na edição deste ano da Liga dos Campeões, regista dez vitórias e apenas um empate na partida fora com o Leverkusen, na primeira mão dos oitavos de final. Na fase de liga classificou-se destacadamente em primeiro lugar com oito vitórias, em outros tantos jogos, com 23 golos marcados e apenas 4 golos sofridos, sendo o melhor ataque e, concomitantemente, a melhor defesa da prova. É este o poderio ostentado pelo Arsenal na competição de clubes mais importante da Europa.
Ainda assim, depois do jogo da primeira mão, ficou uma........