Como se de um título se tratasse |
O Sporting chega à derradeira jornada do campeonato sem o título que muito ambicionava, sem o tricampeonato que alimentou o imaginário dos adeptos durante largos meses da competição, mas deve encarar com a máxima responsabilidade o jogo com o Gil Vicente no próximo sábado, como se de um título se tratasse, pela importância de assegurar o segundo lugar de acesso à UEFA Champions League.
Sabemos da relevância do acesso à prova milionária para a construção de orçamentos, retenção e atração de jogadores, no agendamento do calendário da próxima época (penalizando quem joga numa UEFA Europa League às quintas-feiras e remetendo os jogos do campeonato para o encerramento das jornadas, aos domingos à noite e, em Portugal, pelos direitos televisivos para muitas segundas-feiras), no fundo a pertinência para a afirmação e consolidação do projeto desportivo do clube.
Como é evidente, numa cultura de exigência e fazendo jus ao voto do fundador José Alvalade, querendo que o Sporting seja um grande clube, tão grande como os maiores da Europa, não se permite sequer equacionar celebrações pela conquista do segundo lugar. Ainda mais para um clube que recuperou alguma da hegemonia de outrora e hábitos vencedores de tempos idos, das primeiras décadas do pretérito século, não pode haver espaço ou retrocessos para regozijos por atingir esse lugar.
Não obstante, para sermos tão grandes como os maiores da Europa, temos de sistematicamente competir e crescer nos palcos mais competitivos da UEFA Champions League, não devendo ser menosprezado o elevado valor desse objetivo mínimo.
Depois de tantas voltas, tropeções, desilusões e algumas contas feitas com a calculadora na mão durante o mês de abril, o Sporting voltou a depender de si próprio para garantir o........