A geração de ouro
A Seleção de Portugal não vai ao Mundial de 2026 para cumprir calendário, nem se deve permitir a repetir os habituais elogios estéticos ao seu futebol, ou ter o receio crónico da falta de ambição para assumir uma candidatura séria a vencer a competição. Com a qualidade que esta geração oferece em talento e a quantidade de jogadores disponíveis nas diferentes posições, nem o estatuto de outsider devemos aceitar vestir. Reunimos as condições e os argumentos para criar as mais altas expetativas e ousarmos chegar à fase final determinados no objetivo da vitória final, o de trazer a taça desenhada pelo escultor italiano Silvio Gazzaniga, para a sala de troféus da Cidade do Futebol.
Portugal tem hoje uma ampla geração de jogadores, com elementos muito rotinados e experimentados a jogar nas melhores equipas e nos maiores palcos, cujo jogador mais experiente continua a ser a nossa maior figura, Cristiano Ronaldo, ainda que muitos se percam na discussão sobre a sua continuidade ou não na equipa de todos nós, misturada com jovens de elevado talento, sedentos de vitórias e com um apetite enorme para se afirmarem no panorama do futebol internacional.
Esta equipa rica na sua diversidade, forte tecnicamente como é padrão característico dos nossos artistas da bola, cada vez mais culta taticamente, encontra-se preparada para assumir os jogos e bater-se pela vitória contra qualquer potência oponente. Basta ver aquilo que foi conseguido na última fase final da Liga das Nações, quando muitos ansiavam pelo desastre para justificar uma saída antecipada do atual selecionador Roberto Martinez, Portugal ombreou de igual para igual com duas das seleções reconhecidas mundialmente como das mais fortes, levando de vencida a Alemanha nas meias-finais da competição e a Espanha, numa final dramática e inesquecível, com direito à emotiva decisão na marca das........
