Benfica SPA

Em 1972, a 22 de março, após ter perdido 0-1 na primeira mão, em Roterdão, o Benfica precisava de anular a desvantagem na Luz para eliminar o Feyenoord e seguir para as meias-finais da Taça dos Clubes Campeões Europeus. A vencer 2-0, golos de Nené (6’) e Jordão (31’), as águias voltaram a ficar encostadas às cordas quando os neerlandeses reduziram, por Van Hanegem (75’).

Com reta final louca a acelerarem em quinta a fundo, os encarnados marcaram por mais três vezes em curto espaço de tempo, obra de Nené (82’ e 89’) e Jordão (87’), e triunfaram 5-1. E aí nascia o célebre 15 minutos à Benfica, expressão que depois sempre dispensou explicações. Era elogio puro, significava vertigem, domínio, autoridade — um jogo equilibrado podia transformar-se numa sentença definitiva em instantes. O poderio do